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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 36 a 45 anos
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| Sobretudo: Viagens e Miragens Poéticas |
Over lock ROGERIO SANTOS
desse encontro sacrificio em ponto cruz alinhavado
dessa parede de hospício do céu da boca nublado
aguda dor de seus dentes mundo afora cravados
valia ter esse tempo de dois corpos sincopados
Escrito por Rogerio Santos às 13h00
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Poluição Visual ROGERIO SANTOS
a noite da minha cidade não tem estrelas, tem chuva de propagandas cadentes.
out-doors vendem tudo, de políticos a sabão em pó.
tem uma lua fosca coadjuvante colírio nos olhos bombardeados por cifras e holofotes.
impossível não lembrar de Blade Runner e desejar a ficção.
Escrito por Rogerio Santos às 23h50
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Tragar e Trazer ROGERIO SANTOS
Trago num cesto palavras e treze letras avulsas.
Trago um sexto sentido e doces segredos na nuca.
Trago um pesto picante e um vinho verde frisante.
Trago um charuto cubano, autêntico camarada.
Trago Hennessy numa taça e fondeu de chocolate.
Trago verdades mutantes nos olhos incandescentes.
Trago primagem, garrafas, amigas condescendentes.
Escrito por Rogerio Santos às 15h08
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Serpenteando ROGERIO SANTOS
A leveza na aparência mascara a seiva, o veneno. A aranha se sabe na teia, senhora gentil do agareno.
Escrito por Rogerio Santos às 16h43
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Pretensões Musicais ROGERIO SANTOS
O que de poeta que tenho, são melodias na minha cabeça. Quase tudo que escrevo, no fundo, pretendo cantar. Para o bem dos meus sentidos, meus genes foram esculpidos em claves de sol e dó. Sou em si, cordas e sopros. Estrela de cadência e percussão.
Escrito por Rogerio Santos às 01h00
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Nautragado ROGERIO SANTOS
Apago as palavras no moderno diário. Sentir é tão amplo que sou nautragado.
Prefiro guardar o que é sentimento, impresso na alma onde sou carregado.
Escrito por Rogerio Santos às 10h48
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Iniciação ROGERIO SANTOS ( Inspirado no Texto Além do ser, de Rogério Silva )
Passo pela fenda e penetro o deserto. É inverno, sou verão.
Crisálida, casulo, essencialmente sou sombra desprezo e solidão.
Abro as asas da borboleta até que se derreta. E o olho da coruja pisca feliz.
A freira escondida, agora é nua bailarina explodindo no big-bang aprendiz.
Escrito por Rogerio Santos às 10h17
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FOLHETINS DA GANDAIA Maria José Limeira/ Líria Porto/ Rogerio Santos (Para Ademar Ribeiro) ........... Meninas, abaixem a saia. Meninos, fechem braguilha. Aqui não temos gandaia. Este lugar não é ilha.
Se querem soltar as frangas, ou manchar o que era austero, vão lá fora chupar mangas com o coronel Ludugero! (Maria José Limeira) ...........
não me rodem a baiana a mineira ou a paraíba poeta gosta de samba mas não navega à deriva o meu verso amalucado que não aceita cabresto sacode os ombros e ri do argumento canhestro
minhas letras pequeninas têm nariz arrebitado isso é amostra sem rima do seu jeito libertário (líria porto) ...........
Não se trata de nariz, nem de torto ou de canhestro, mas de rima que condiz com meu muso ou com meu estro.
Se minha letra é pequena, se meu verso é chinfrim, toda rima tem melena e todo amor dói em mim.
Mas, se não quiserem acórdão, nem ouvir minha canção, não quero ver o que bordam, e vou lhes dizer o cão! (Maria José Limeira) ........... Meu cordel na corda bamba Virou jangada perdida Deriva em riba de mar - Sacode Feito boneco de Judas Em sábado de aleluia No poste daquela esquina - Chacoalha
Ri de Deus em desacato Ri com o povo na gandaia Ri com o pombo que caga Bem no boné do seu - Guarda (Rogério Santos) ........... Todo Ademar é grande. Já a líria é pequenina. Sexo de homem é glande que a toda mulher fascina. Quem ri à toa é tonto. Quem faz gandaia bagunça. Sexo em pé está no ponto. Sexo deitado furdunça! (Maria José Limeira) ........... eu posso arrumar a rima comprar banana em cacho pedir que deites por cima ou podes ficar por baixo
se tu preferes querido esse viver simulado não quero nenhum marido menos ainda um capacho
a vida é boa é gostosa a gente ri das fraquezas quando "nóis" pode "nóis" goza ou põe comida na da mesa (líria porto) ...........
Maria é uma mulhé-flô Líria é uma flô-mulhé O cheiro que tem o amô Só sente quem Deus quisé
Quem verseja pela vida Sem pretensão de dotô Não renega perseguida Quando a flô desabrochô
Eu prefiro ser Romeu Num romance de segunda Do que virar Prometeu Com fagulha de fogo na bunda ( Rogerio Santos )
Escrito por Rogerio Santos às 13h23
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O Sorriso ROGERIO SANTOS
Recebi o teu sorriso Que parecia perdido.
Quando me viu na janela Fingiu ficar a vontade.
Mas notadamente tímido, Esbanjou aquele charme.
Não sabia se ficava Ou se virava saudade.
Não sabia se queria Demonstrar algum desejo.
Peguei-o titubeante, Aceitando um elogio.
Convidei-o ao champanhe, Num local aconchegante.
O sorriso foi ficando Enfrentando docemente,
Seu destino já traçado, Entrelaçado no meu beijo.
Escrito por Rogerio Santos às 12h38
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Voando por sobre as cabeças ROGERIO SANTOS
( Para o poeta João Andrade )
O poeta impresso em folha não tem rosto. Tem falha, tectonismo, aposto.
Cada linha num sentido Faz crescer a cordilheira. E o poeta como um anjo, Pode ver a Terra inteira.
No mirante imaginário, O poeta agora é mudo. Cria asas, contemplando, Salta em crase e acento agudo.
Voando por sobre as cabeças, Suas asas circunflexa. E o poeta se espatifa e ri a beça.
Escrito por Rogerio Santos às 19h26
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O beijo ROGERIO SANTOS
A intimidade do beijo Tem a força de um torpedo Disparado com desejo
Escrito por Rogerio Santos às 10h09
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Cáucaso ROGERIO SANTOS
Mesmo transpondo montanhas, vencendo terremotos e cataclismos.
Mesmo conhecendo e reconhecendo cada passo que une e separa povos.
Mesmo sugando o sabor do sal do Mar Negro, do Cáspio, do Aral.
Jamais trilharemos caminhos iguais
Jamais trilharemos diferentes caminhos
Jamais falaremos outra língua, senão a que prova nossa própria saliva.
Escrito por Rogerio Santos às 16h51
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O outono e a cidade ROGERIO SANTOS
O outono chega e cai sobre a cidade Alterando a paisagem nua e crua Não se vê mais mulher de blusa curta Mas casacos bem cafonas e mofados Agora não se vê perna desnuda Usam calças bem surradas no passado Meninas de cabelo mal lavado Inundando a manhã do coletivo Piscinas com dejeto acumulado Garoa sepultada no telhado Há pausa para um trago de conhaque Na noite sem o canto da cigarra A cidade que era toda perfumada Hoje cheira naftalina condensada O outono chega e cai sobre a cidade Bem propício para um trago de conhaque
Escrito por Rogerio Santos às 11h56
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Constelação ROGERIO SANTOS
Brilham estrelas. São os lindos olhos da madrugada.
Escrito por Rogerio Santos às 02h17
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Olfato ROGERIO SANTOS
O bom perfume Acende a chama, Espalha o lume.
Escrito por Rogerio Santos às 06h47
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