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| Sobretudo: Viagens e Miragens Poéticas |
Voando por sobre as cabeças ROGERIO SANTOS
( Para o poeta João Andrade )
O poeta impresso em folha não tem rosto. Tem falha, tectonismo, aposto.
Cada linha num sentido Faz crescer a cordilheira. E o poeta como um anjo, Pode ver a Terra inteira.
No mirante imaginário, O poeta agora é mudo. Cria asas, contemplando, Salta em crase e acento agudo.
Voando por sobre as cabeças, Suas asas circunflexa. E o poeta se espatifa e ri a beça.
Escrito por Rogerio Santos às 19h26
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